Adoecimento digital em universitários
impactos biomecânicos e psicossociais
Resumo
RESUMO
O uso intensivo de dispositivos digitais tornou-se parte central da rotina acadêmica e social de estudantes universitários, trazendo benefícios para o acesso à informação e a organização das atividades de estudo, mas também contribuindo para o surgimento de efeitos adversos à saúde. Esta revisão integrativa analisou evidências nacionais e internacionais sobre os impactos biomecânicos e psicossociais associados ao uso prolongado de smartphones, computadores, redes sociais e serviços de streaming. A busca foi realizada nas bases PubMed/MEDLINE, Scielo e BVS/LILACS, entre 2015 e 2025, seguindo as etapas metodológicas propostas por Whittemore e Knafl e as diretrizes do JBI e PRISMA 2020. Foram incluídos seis estudos que revelaram alta prevalência de dor cervical, cefaleias primárias, fadiga musculoesquelética e alterações posturais decorrentes de comportamentos digitais prolongados. Paralelamente, foram identificados desfechos psicossociais como ansiedade, depressão, estresse, pior qualidade do sono, solidão, bingewatching e uso compulsivo de smartphones. A síntese evidencia que o adoecimento digital é multifatorial, envolvendo fatores ergonômicos, emocionais, comportamentais e socioculturais. Conclui-se que o uso intensivo de tecnologias digitais representa um desafio emergente para a saúde física e mental dos universitários, exigindo intervenções institucionais em ergonomia, saúde digital, apoio psicossocial e educação em saúde.
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